Um "tchau" que tirou meu chão. Um final de semana que me colocou além das nuvens, no aconchego mais aconchegante.Reticências de um inesperado. Um sorriso que não tem tamanho. A leveza. A cumplicidade. O conforto. A tranquilidade. O amor.
Olho que perde o brilho. Um abraço que afrouxa. Uma despedida. Uma inquietude. Uma saudade. Uma espera.
Por um instante eu quase esqueci que o melhor pra ti é dureza para mim. Agora tais longe e eu me sinto um pouco amputada. Até a volta. Minha ou tua.
Fique bem...
domingo, julho 20
Eu decidi voltar a escrever no blog. Dane-se, eu tô escrevendo pras pessoas lerem mesmo. Estou suprimindo tanta raiva neste momento. Tenho que expor. E alguma coisa em mim o tempo inteiro grita. E grita. Fala qualquer coisa, mas fala na minha língua, de um jeito vago, mas convincente - que entender abstrações mentais é comigo mesma. Fico pensando porque foco tanto minha energia em ficar brava e magoada. Eu podia muito bem deixar as coisas só acontecerem. O acaso é vago, é um 'tanto faz' jogado. É desculpinha pra justificar desgraça. Eu fico esperando, sabe? Eu sou ansiosa, admito, mas eu espero. Eu agüento tão firme pra não surtar. Eu canso, mas acabo persistindo. 'Joga pro Universo'... E eu achava que entendia o que era isso. Mas o Universo não vai cuidar dos meus problemas, dos meus medos, das minhas angústias e dúvidas.
Pra que esperar? Quem vai agir nesse meio-tempo?Viro logo a mesa.... E cadê o acaso nisso tudo?Degradante é a solidão e decadente é a loucura, de tão só. Essas são as minhas verdades, meu mundo e aqui tudo faz sentido. Tem neurose de sobra e posso te dar doses se quiser, em pequenos copinhos, ali no balcão perto da minha alma. Se bobear até rola um camarote v.i.p, área com visão panorâmica de mim. Apresento-lhes o inexpressivo, aqui nada falo. Só sinto. E sinto muito. Sinto tanto que dói. Porra que dor insuportável. Eu NUNCA entendi o conceito estúpido de ser tão fofo, passar a benevolência em rodízio: AQUI, COMIGO, comigo é mais amor. Nunca entendi. Eu nunca soube onde esconderam o significado do especial. Porque se todos são tratados exatamente iguais em cada vocábulo e até erro marcante gramatical, meu deus, eu to perdida. Eu to perdida porque eu acredito nas pessoas. Eu me dôo. E eu acredito no que eu sinto. Você. Não me maltrate, não me conte meias verdades. Ou não conte nada. Aqui jaz, sim, a sensibilidade que dança torta no meio da pista, desafinada, porque isso é muito natural... Saiba que isso em mim provoca imensa dor.
Pra que esperar? Quem vai agir nesse meio-tempo?Viro logo a mesa.... E cadê o acaso nisso tudo?Degradante é a solidão e decadente é a loucura, de tão só. Essas são as minhas verdades, meu mundo e aqui tudo faz sentido. Tem neurose de sobra e posso te dar doses se quiser, em pequenos copinhos, ali no balcão perto da minha alma. Se bobear até rola um camarote v.i.p, área com visão panorâmica de mim. Apresento-lhes o inexpressivo, aqui nada falo. Só sinto. E sinto muito. Sinto tanto que dói. Porra que dor insuportável. Eu NUNCA entendi o conceito estúpido de ser tão fofo, passar a benevolência em rodízio: AQUI, COMIGO, comigo é mais amor. Nunca entendi. Eu nunca soube onde esconderam o significado do especial. Porque se todos são tratados exatamente iguais em cada vocábulo e até erro marcante gramatical, meu deus, eu to perdida. Eu to perdida porque eu acredito nas pessoas. Eu me dôo. E eu acredito no que eu sinto. Você. Não me maltrate, não me conte meias verdades. Ou não conte nada. Aqui jaz, sim, a sensibilidade que dança torta no meio da pista, desafinada, porque isso é muito natural... Saiba que isso em mim provoca imensa dor.
segunda-feira, fevereiro 4
Sobre gostar..
Eu gosto de ti. Gosto dos teus beijos, dos teus abraços, dos teus carinhos, dos teus beliscões, dos teus afagos, dos teus encantos. Gosto do teu olhar de ventania e principalmente do teu jeito colorido de rir. Gosto do teu coração que parece expandir o tempo todo. Gosto da tua paciência, da tua mania de balançar as pernas, da tua respiração, das tuas panquecas. Gosto das tuas imitações, das tuas palavras, das tuas piadinhas. Gosto da nossa respeitosa cerimônia, das nossas coisas lindjas, do teu gosto musical e dos filmes que escolhes. Gosto da tua companhia, de ir ao cinema contigo ou mesmo de assistir aos filmes no colchão na sala. Documentários sobre natureza e desenhos tambem são bem-vindos. Gosto das nossas semelhanças e, em especial, das nossas diferenças. Gosto de ver responder a todasasperguntasdomundo. Gosto da tua inteligência. Gosto das tuas camisetas de malha e mais ainda mais das tuas bermudas. Gosto da tua beleza, dos teus elogios, do seu perfume, da tua letra, dos teus dedos e das tuas quaseunhas. Gosto de coração doer. Gosto do teu gosto, do gosto de gostar, do gostoso de não parar de pensar. Gosto de saber de ti, de te lembrar, de te falar e, mil vezes mais, de te escutar. Gosto dos teus cuidados, da tua atenção, da tua organização, de te ver reclamar que está com sono e/ou fome. Gosto mais ainda de te ver dormir. De não consegui dormir junto e torcer pra que tu acordes. Gosto de saber que és tão indeciso quanto eu. Gosto do que se move em ti, das coisas que cultivas, das cores que escolhes. Gosto da tua voz, da tua educação, da tua mãe, dos teus mistérios, da tua discrição e do teu interior tão finamente lapidado. Gosto até de sentir saudades. Tua ausência não é amarga, uma parte tua sempre fica do meu lado, vigilante
sábado, fevereiro 2
Fala Comigo?
Oi. To com vontade de falar contigo. Poder ser?Éééée contigo mesmo, que ta lendo isto aqui agora. Falar qualquer coisa sabe? Qualquer coisa mesmo. Talvez de te ouvir falar sobre algum filme novo, alguma música, saber o que tu comeste hoje no almoço e que horas tu acordaste.. Talvez te contar que hoje eu caminhei horrores e to cansada, mas valeu a pena, encontrei muitas pessoas bem legais no caminho e elas me fizeram um bem danado. Contar que eu falei com um dono de uma livraria. Eu fiquei feliz. Sei lá, to com um sorrisão no rosto. Até que eu escutei uma música triste no mp3 e começou tudo de novo. Poderia te contar sobre a seqüência aleatória da música também.. Uma música mais triste que a outra, tinha que ver. Mas eram todas bonitonas. E todas traziam algo bom pra mim de alguma maneira. Eu gosto das coisas que fazem bem a minha alma. Não sei se te interessaria, mas eu falaria do livro que eu comecei a ler e ele fala de almas. E eu acredito. Falaria, numa boa, da minha alegria por estar saindo de casa de casaco e não estar sentindo calor. Falaria também da minha alegria de sair de manhã para trabalhar e me sentir bem lá. Sobre mesmo com os problemas em casa, com a sala escura, com um nó no peito, com a cara dura, a gente vai levando. Sobre como tudo ainda me faz lembrar de certas coisas, sobre o quanto eu ainda não me acostumei com a indiferença de algumas pessoas. Adoraria falar sobre meus planos que hoje ficaram bem claros pra mim e o quanto eu penso em me esforçar por eles. Quase ninguém acredita, mas eu acredito muito. Costumo acreditar muito nas coisas,.. Queria muito te falar, mas tenho medo. Medo dessa falta de intimidade. Eu tenho medo de muitas coisas, muitas. Mas hoje, enquanto caminhava sozinha, sozinha descobri que sou capaz de superar estes medos. Medo de pensar que em algum momento eu serei sozinha de novo, de pensar que é SÓ culpa da distância, de imaginar que moro numa cidade tão pequena e há um mundo imenso lá fora que ainda não conheço. Medo do apego. Medo da decepção. Medo de dar um simples sorriso e um simples oi... Mas me fala, eu fiquei tagarelando e não deixai tu falares....do que gostas?Qual último livro que lesse?Recomenda-me algum?E qual teu filme preferido?
sábado, janeiro 26
Sobre tempo..
Já estamos em 2008 e eu fico me perguntando se o tempo sempre passou assim rápido e eu nunca me dei conta ou se eu tenho razão em achar que ele está enlouquecendo.
Ele ou nós estamos?
Se não cedemos o que não possuímos, ou os pensamentos andam muito falhos ou é mesmo a inversão dos paradoxos...
É, esse tempo anda realmente passando rápido.
Ele ou nós estamos?
Se não cedemos o que não possuímos, ou os pensamentos andam muito falhos ou é mesmo a inversão dos paradoxos...
É, esse tempo anda realmente passando rápido.
E tão veloz que a própria situação efêmera escapou das mãos.
Não sei, estou indo rápido demais.
Teus pronomes pessoais me confundem demais.
Não sei, estou indo rápido demais.
Teus pronomes pessoais me confundem demais.
Olha que já estou achando que sou eu; e volto no tempo pra tentar entender.
E ficar na concordância do que dissestes para não ir longe demais.
E tempo, tempo, tempo...Tempo é detalhe. Ou melhor, só é curto pela dificuldade vazia que a gente ocupa nele.
E ficar na concordância do que dissestes para não ir longe demais.
E tempo, tempo, tempo...Tempo é detalhe. Ou melhor, só é curto pela dificuldade vazia que a gente ocupa nele.
E tenho dito!
domingo, janeiro 6
Sobre filmes
Tem certos filmes que eu não consigo ver uma vez só, tenho que apertar o botão do repeat. São aqueles filmes que parecem feitos pra mim, escritos com o intuito de mostrar os meus sentimentos e os meus dias, além de deixar a minha alma feliz e serena. Hoje o filme é “Reine sobre mim”. Existem muitos outros filmes-repeat, é claro. O que todas eles têm em comum é o poder imediato de satisfação. Aquele brilho nos olhos que só se costuma ver em adolescentes apaixonados, aquele sorriso bobo na cara até nos dias mais feios e tristes… É como um vício, mas um vício que só faz bem. Porque ver uma vez simplesmente não é o suficiente. E overdose de bons filmes não mata ninguém.
sexta-feira, janeiro 4
Sobre aleatoridades de uma quinta-feira cinza.
Sim, viver nessa agonia torna meu dia cinza, a espera de março quando minha alma gêmea voltará. Ainda bem que tem bastante café aqui, né desgraça?
- Gostaria do telefone se soubesse que você poderia estar ligando. Mas como sei que não é você, tenho vontade de o atirar na parede. Juro que um dia ainda faço isso - sonho de consumo.
Pois é, eu não costumo sonhar alto. Por isso que discordo muito com a minha mãe, ela vive dizendo que eu sou uma eterna insatisfeita. Mas pensando bem, quando é inverno quero verão e quando é verão, quero inverno. Acho que não era esse o ponto que ela queria chegar. E nem eu, pra falar a verdade.
-
- LEVANTA, GISELLE. EU JA TE CHAMEI HÁ MEIA HORA, GISELLE. EU JA TE CHAMEI ANTES E AGORA JÁ SÃO QUESE 7H!!
- Ta pai, desculpa.
- NÃO TEM CULPA? EU JA TE CHAMEI ANTES, TENS CULPA, SIM!
...
- Manhê, a água tá fervendo.
- Mas pq tu não secou a louça? E o lixeiro? Tu não levar hoje, Giselle? É sempre assim, tu nunca faz o que eu peço, blablabla... E o teu quarto? Quando tu vai arrumar aquela bagunça? Blablabla...
- Amanhã mãe, amanhã. Hoje é sábado.
...
- Já são 19h, agora tu não come mais nada, pq amanhã de manhã tu vais fazer exame de sangue e blablabla.
- E depois do exame eu vou vir pra casa,?
- Mas pq vir pra casa?
- Pq eu vou fazer exame de sangue. Além de ficar 12 horas sem comer e levar injeção ainda vou ter que ir trabalhar?
- Mas todo mundo faz exame de sangue, podes comer na padaria e ir trabalhar depois...
- Tá, podes vir pra casa!
- Não, agora eu não quero mais.
-
Desculpem-me, queridos companheiros de trabalho, pelos meus surtos. Queria saber me controlar, queria não berrar e queria não mandá-los calar a boca. Está no sangue, poxa vida. Porém, tentem entender: se as coisas fossem mais claras e simples, eu conseguiria. Torçam por mim, é pro bem de todos vocês.
(De manhã, definitivamente, eu não existo.)
-
Ei, não me olha com esa cara de desdém, nem me conheces. Liga-te, idiota! E pra você ai, de pé, o que estou lendo não é da sua conta, ta ouvindo?
Tsc tsc.
-
Alô, tira-me essa ânsia. Dê-me uma bolsa de água quente, uma massagem e uma passagem pra bem longe. De prefrencia lá para Fort Lauderdale junto com ele. Tira-me essa sentimentalidade, essa vontade, essa dor de SAUDADES e - principalmente - essa capacidade de ser dramática. SIM. ESSA SOU EU. E eu serei eternamente grata.
Entra, pode entrar. Tira-me o que quiseres, menos a roupa.
Acalante-me.
Dê ordem e precisão à esses pensamentos vagos e mal distribuídas.
Não demores. Ou melhor, venha quando achares melhor, da tua forma sempre foi bom o suficiente.
-
"Meu amor, minha flor, minha menina, solidão não cura com aspirina, tanto que eu queria o teu amooor. Vem me trazer calor, fervor, fervura, me vestir do terno da ternura. Sexo também é bom negócio, o melhor da vida é isso e ócio, isso e óóóóciiiiooo... Minha cara, minha Carolina, a saudade ainda vai bater no teto. Até um canalha precisa de afeto, dor não cura com penicilina. Meu amor, minha flor, minha meniiiina, tanto que eu queria o teu amoooor. Tanto amor em mim como um quebranto, tanto amor em mim e em ti nem taaaanto."
Não sai da cabeça, não sai, não sai, não sai.
-
Expressão do dia: ô cacete!
Prefiro sexta-feiras, e tenho dito.
- Gostaria do telefone se soubesse que você poderia estar ligando. Mas como sei que não é você, tenho vontade de o atirar na parede. Juro que um dia ainda faço isso - sonho de consumo.
Pois é, eu não costumo sonhar alto. Por isso que discordo muito com a minha mãe, ela vive dizendo que eu sou uma eterna insatisfeita. Mas pensando bem, quando é inverno quero verão e quando é verão, quero inverno. Acho que não era esse o ponto que ela queria chegar. E nem eu, pra falar a verdade.
-
- LEVANTA, GISELLE. EU JA TE CHAMEI HÁ MEIA HORA, GISELLE. EU JA TE CHAMEI ANTES E AGORA JÁ SÃO QUESE 7H!!
- Ta pai, desculpa.
- NÃO TEM CULPA? EU JA TE CHAMEI ANTES, TENS CULPA, SIM!
...
- Manhê, a água tá fervendo.
- Mas pq tu não secou a louça? E o lixeiro? Tu não levar hoje, Giselle? É sempre assim, tu nunca faz o que eu peço, blablabla... E o teu quarto? Quando tu vai arrumar aquela bagunça? Blablabla...
- Amanhã mãe, amanhã. Hoje é sábado.
...
- Já são 19h, agora tu não come mais nada, pq amanhã de manhã tu vais fazer exame de sangue e blablabla.
- E depois do exame eu vou vir pra casa,?
- Mas pq vir pra casa?
- Pq eu vou fazer exame de sangue. Além de ficar 12 horas sem comer e levar injeção ainda vou ter que ir trabalhar?
- Mas todo mundo faz exame de sangue, podes comer na padaria e ir trabalhar depois...
- Tá, podes vir pra casa!
- Não, agora eu não quero mais.
-
Desculpem-me, queridos companheiros de trabalho, pelos meus surtos. Queria saber me controlar, queria não berrar e queria não mandá-los calar a boca. Está no sangue, poxa vida. Porém, tentem entender: se as coisas fossem mais claras e simples, eu conseguiria. Torçam por mim, é pro bem de todos vocês.
(De manhã, definitivamente, eu não existo.)
-
Ei, não me olha com esa cara de desdém, nem me conheces. Liga-te, idiota! E pra você ai, de pé, o que estou lendo não é da sua conta, ta ouvindo?
Tsc tsc.
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Alô, tira-me essa ânsia. Dê-me uma bolsa de água quente, uma massagem e uma passagem pra bem longe. De prefrencia lá para Fort Lauderdale junto com ele. Tira-me essa sentimentalidade, essa vontade, essa dor de SAUDADES e - principalmente - essa capacidade de ser dramática. SIM. ESSA SOU EU. E eu serei eternamente grata.
Entra, pode entrar. Tira-me o que quiseres, menos a roupa.
Acalante-me.
Dê ordem e precisão à esses pensamentos vagos e mal distribuídas.
Não demores. Ou melhor, venha quando achares melhor, da tua forma sempre foi bom o suficiente.
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"Meu amor, minha flor, minha menina, solidão não cura com aspirina, tanto que eu queria o teu amooor. Vem me trazer calor, fervor, fervura, me vestir do terno da ternura. Sexo também é bom negócio, o melhor da vida é isso e ócio, isso e óóóóciiiiooo... Minha cara, minha Carolina, a saudade ainda vai bater no teto. Até um canalha precisa de afeto, dor não cura com penicilina. Meu amor, minha flor, minha meniiiina, tanto que eu queria o teu amoooor. Tanto amor em mim como um quebranto, tanto amor em mim e em ti nem taaaanto."
Não sai da cabeça, não sai, não sai, não sai.
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Expressão do dia: ô cacete!
Prefiro sexta-feiras, e tenho dito.
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