segunda-feira, março 7
Sobre coração!
Meu coração acelerado, minha voz já se calou, minha garganta aos poucos seca depois de tantas lágrimas engolidas a força. Tantos fatos banais corrompendo-se e transformando-se em erros irremediáveis, sem que se pudesse evitar, se que se pudesse enxergar. Motivo, razão, solução, nada chegou a vir. Ou veio, e resolveu partir quando mais uma vez eu não pude enxergar.
Diante de tamanha imensidão da vida, do mundo, e da amplitude de tudo o que há lá fora - seja fora de mim, do meu círculo ou do meu mundo – diante de tamanha incompreensão indefinida, mais uma vez essa tristeza, tão premeditada, tão instável, tão mutante a ponto de ser sempre a mesma, toma a dianteira e me rouba todas as forças que ainda restavam escondidas em algum lugar de mim, prematuro, ainda invisível pros meus olhos de gelo.
Meu coração acelerado aos poucos começa a parar, minha voz já não tem força alguma para gritar, minha garganta e meus olhos secos não transbordam mais a secura da inundação interior, meus olhos, cansados de olhar para dentro, fecham-se por desistência.
Não desisti de lutar, ainda não. Mas é que hoje estou tão cansada...
Só quero poder deitar minha cabeça e descansar, ao menos o exterior, fechar os olhos e simplesmente esperar passar. Como se houvesse alguma coisa simples por aqui.
Sobre entender
Foi mais uma história jogada fora. Folha perdida no vento, que aos poucos virou pó sob os olhos inexistentes de alguém que quisesse ver. Tempo?
Minha vida de livro aberto durou pouco, a simplicidade do caminhar leve e do sorriso sem culpa partiu levando consigo o conforto que nunca existiu. Pelo medo da imobilidade, permaneci cada vez mais imóvel. Pelo susto e anseio de ser, fui cada vez mais. Mais ausência de mim mesma?
Minha mente acelera de tal forma, que o que por natureza localiza-se abaixo dela não é capaz de sentir. Incompatibilidade dói. Enquanto esses pensamentos voam em segundos e alcançam pontos inimagináveis, permaneço parada. Como pode haver um jeito de saber tanta coisa sem de fato compreender nada?
Ganho horas olhando a enormidade de um céu que, apenas por colorir-se de cinza nos dias difíceis, já foi acusado de culpa por tanta coisa, inclusive vinda de mim. Hoje sinto um mundo por trás dele mais amplo do que o que existe no azul. Pois se o que existe pra mim está lá fora, não é olhando pro que é concreto e seco que conseguirei mudar. De tanto que já pedi por essa concretude de tudo, não a quero mais, não suporto a idéia das coisas serem aquilo e ponto, sem mundos por trás, sem fantasias, sem pensamentos ou corações. Aprendi a gostar do que não existe, para talvez poder gostar do que mora dentro de mim.
As pessoas vão procurando, tentando entender cada vez mais, perdendo dias e perdendo vidas em busca de algo que não pode ser encontrado se quisermos que a vida continue a sorrir. E se tivéssemos as respostas de tudo?
Não sei, tão frio... não quero mais, ao menos hoje. Que não me doa hoje o medo de que o medo de alguma ausência possa me impedir de olhar para além de mim. Que não me assuste o fato de que sou e não sei nada sobre isso, e que eu saiba alimentar-me dessa busca eterna e constante sempre sem respostas sem necessariamente sentir fome o tempo todo. Mas que a fome não suma para que eu não me acostume a não saber. Que eu entenda hoje e sempre que não entender é uma dádiva para poucos. Ter a consciência transparente de que há muito para ser compreendido e conhecido, e de que é tudo inalcançável. E que essa beleza e essa doçura das coisas não me corroa mais. Que eu possa sentir o frio sem chorar, mas que as lágrimas caiam vez em quando. Que elas não me deixem só.
segunda-feira, fevereiro 21
Sobre medos
Guardo um coração que depois de tanta risada, começou a chorar. Bem de leve, discretamente, aos poucos se derrete em mil, em um, em nada. Tenho a estagnação do mundo num bolso, um par de asas na mão. Só não aprendi ainda a voar.
Tenho pavor da rotina. Sei que quanto mais naturais são as coisas que fazemos, quanto mais seguimos um determinado ritmo, chegamos mais perto do ponto da vida que ficamos cara a cara com o enjôo e o desespero. Tenho medo antecipado. Muito.
Se nunca tive curvas na vida e por isso não pude aprender a ser eu, não tenho culpa. Preocupo-me diariamente em parar de perseguir minha sombra. Calar os meus botões. Não perder de vez minhas lágrimas.
não briga não, não assusta. só me deixa ter meu medo sozinha. em paz (?)
domingo, fevereiro 13
Sobre acreditar
Talvez seja mais fácil depositar toda a culpa e essa incerteza cansativa, nas circustâncias. No erro ou na perfeição do tempo. Se eu acreditar que fiz parte de um dia teu não programado, de um ontem que chegou mais tarde, quem sabe assim eu possa entender e aceitar, e enfim seguir em frente. Ou talvez seja apenas mais uma desculpa que eu encontrei.O fato é que não importa quantos dias passem, pois mesmo que as decepções sejam somadas a novos sóis, tua estrela insiste em brilhar mais forte. E "nada no mundo cega mais que o teu nome". Porque mesmo sem saber, te criei e com toda certeza acreditei em ti, sem pestanejar.
Mas já não sei (e na verdade nunca soube), se a culpa disso tudo foi minha, e dessa minha mania de me jogar de cabeça em tudo o que não é certo, ou se foi algo muito maior do que isso. Mesmo que eu não acredite, no fundo qualquer um tropeça na idéia de um sonho. Talvez seja exatamente isso que signifiques. E toda essa intensidade deva-se ao fato de que encaixas em todas as minhas exigências e todas as minhas vontades, como se fosses o encaixe perfeito de um sonho, ou talvez o sonho que eu encaixei ao teu redor, quando a vida andava sem andar e meus olhos não sabiam o que fazer. Nesse momento te vi, e acho que acabei acreditando. Porque logo acreditei, com todo esse meu coração frágil que no fundo ainda acredita em qualquer coisa bonita que venham lhe oferecer, então sem tempo nem disposição para refletir, joguei-me de cabeça no jogo que eu criei. E todas as minhas expectativas foram então derrubadas pelo sorriso da alma não retribuído, pois nem parte da minha vida fazias. E como criança teimosa, meu coração insiste em acreditar nesse sonho que criou e depositou em ti. Não faço parte da tua vida e nem ao menos sei teu jeito, teu olhar não encontra o meu, mas então por que essa certeza de que fazes tão parte de mim quanto a mais antiga lembrança que tenho de tempos em que tudo ainda fazia algum sentido? E por que essa sensação densa de que ainda há algo para ser vivido?Não posso mais deixar que me invadas desse jeito e abales todas as estruturas que minuciosamente vou construindo, dia após dia, com todo o cuidado e preocupação de que preciso. Não é nada fácil estabilizar-me desse jeito, plena de qualquer outra coisa. Não me faz mais esperar que esse sentido esteja em ti. Não quero mais acreditar. Tua ausência ainda é amarga.
G.H
segunda-feira, setembro 28
Sobre querer
PS I Love YOU
domingo, setembro 27
Para ELE com carinho e afeto!
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto
Grande poeta Cazuza
Sobre ELA
domingo, agosto 9
Hoje
Tarde demais. eu ja falei o que nao devia, ja li o que nao queria e agora vou escrever aqui o que deveria estar engolindo a seco. a verdade é que nao sei o que sinto agora. se o coração apenas falasse mais alto que a razao, tudo bem. mas ele nao fala, ele grita. antes ele pedia, era jeitoso. depois começou a implorar, agora grita desesperadamente. isso confunde a cabeça de qualquer pessoa. e eu que nunca precisei de nada pra ser confusa, agora me perco. só consigo chegar a uma conclusao: nao quero mais que pessoas entrem na minha vida do nada. isso é um problema que eu nao estou preparada para resolver. entenda, isso nunca deu certo. se essas pessoas pelo menos me dessem algum tipo de garantia, tudo bem. mas nao, elas sempre entram e saem e depois elas voltam e saem e aparecem as vezes e saem e por ai vai, quando elas bem entendem. e eu - claro - aceito tudo. eu sempre aceito tudo. esse negócio de personalidade forte é muito relativo. agora é o momento que eu perco o sentido, que nao eu sentido faço. falando nisso, eu acho muito importante esse negocio de momento. acho tambem que se tivessemos tido mais momentos juntos, num intervalo de tempo nao tao grande, tudo teria sido melhor. a saudade nao deve chegar ao ponto de massacrar, de fazer o coração apertar. coração, de novo? sim, coração. esse mesmo coração que grita. e nao é de sofrimento que eu to falando, eu nao sofro. só falo das vontades. elas sim sofrem. e nao me venha com esse papo de que vontades passam, as minha nao. elas continuam sendo as mesmas ha seis meses. e elas aumentam com o tempo, e elas se intensificam com o tempo, e elas nao se conformam com o tempo. essas mesmas vontades me fazem estar às 3:30 da madrugada na frente de um computador escrevendo pra alguem que eu sei que nao vai ler nada disso. pura ironia, eu sei. mas é assim e nao precisa fazer sentido. e é assim e - repito - nao é sofrimento, é vontade. (G.H)
quinta-feira, junho 11
sobre sorte, azar, vontades, coração..
quarta-feira, junho 10
Sobre razão
terça-feira, junho 9
sobre quase desapego
-eu odeio todas as vezes que seus olhos verde-oliva voltam como se fossem um fantasma não morto, e odeio mais ainda todas as vezes que eles são abduzidos sem se quer dar explicações. odeio o fato de você não dar mais "um jeito" para resolver tudo. odeio quando me deixas aqui como se o ontem não tivesse existido e o hoje não fosse mais para nós. você sabe, nada volta a ser como antes, o encanto se quebrou e juntar seus restos/cinzas/cacos não são para mim, não consigo viver de restos.
P.S. espero que arranjes alguém que seja tão boa arremessadora de garrafas de cerveja quanto eu, o que eu acho muito difícil de acontecer. Chegou minha hora de ser abduzida (é hora de morfaaaaaaaar).
Sobre Dane-ses
domingo, junho 7
O pouco do POUCO é efêmoro
domingo, maio 3
Sobre amar
odeio não encontrar teu status verdinho no msn e quando não piscas laranjinha na minha tela.
amo todas vezes que faço parte dos teus planos.
odeio quando quero falar contigo mais não tenho como e passo todos os segundos seguintes numa angústia imensurável.
amo teu eterno bom humor me impedindo de ficar triste se assim eu quiser estar, a tua risada contagiante e a tua capacidade de me deixar sem graça.
odeio perceber que estou monologando e as tuas palavras engolidas.
amo teu jeito de me tratar tão bem, tirando qualquer argumento que eu possa ter pra brigar contigo.
odeio que minhas palavras confessadas, minhas músicas "amor demais" e as minhas novidades não sejam novidades pra ti.
amo a paz que me transmites num abraço.
odeio o desassossego que tua ausência me causa.
amo sentir arrepios na espinha quando lembro dos nossos momentos, deixar escapar um sorriso leve e natural quando leio teu nome em qualquer lugar, esquecer da vida quando escuto tua voz.
odeio ficar triste quando sinto tua falta e quando não consigo escrever sobre outra coisa.
amo quando falo contigo logo de manhã ou recebo uma mensagem tua e tudo ganha uma boniteza singular.
odeio saber que nunca vou ter coragem de te mostrar ou falar isso, assim como tantas outras coisas que tenho escrito por aí.
amo tuas subjetividades e lembrar de ti sempre (sempre e sempre) que ouço uma música nova.
odeio ter que assistir aos filmes sozinhas.
amo pensar em ti durante todo o dia e ainda acordar de madrugada com o teu cheiro entranhado na minha memória.
amo todos os teus carinhos. todos. de todos os tipos. e sempre.
amo todos os nossos reencontros e as borboletas na barriga que ainda me fazes sentir.
odeio estar geograficamente tão distante.
e, acima de tudo, amo ter tantas coisas bonitonas para amar em ti.
terça-feira, abril 14
Sobre meu desejo
Quero acordar disso tudo e olhar no teus olhos, ouvir algumas palavras e cair nos teus braços.
Me liga, manda uma msg, deixa um scrap, manda um email ou simplismente me diz "OI, to querendo conversar cntg!"
domingo, abril 12
Sobre Injustiças
sábado, abril 11
Hoje....
'Melhor é dar razão a quem perdoa. Melhor é dar perdão a quem perdeu.'
domingo, março 22
Para Você
Onde eu me encontro é o teu começo
Esquece as fotos de criança
Esquece os beijos de outras moças
Se te procuras eu te acho
Vim pra acabar com teu cansaço
Vim pra arrumar essa bagunça
Vim pra servir a sobremesa
Se estás aqui então me encontra
Acende a luz e dá uns passos
Apaga o escuro desse quarto
Entra que a minha mão te alcança
Vem que eu me encolho nos teus braços
Vem que eu te contarei meus medos
Vem pra espantar essa tristeza
Onde tu estás é o meu começo
Tudo que eu sou é o meu cansaço
Fui para o mar fui para o espaço
Se cada dor tem o seu preço
Tanto eu tentei e hoje eu acho
Eu que bem sei ser ferro e aço
Só por nos dois eu me conheço
Só em nós dois eu me desfaço
Estou aqui o teu começo
Olha pra mim e dá uns passos
Apaga o escuro desse quarto
Entre que a minha mão te alcança
Vem pra acabar com meu cansaço
Vem pra arrumar essa bagunça
Vem pra servir a sobremesa
Vim pra acabar com teu cansaço
Vim pra arrumar essa bagunça
Vim pra servir a sobremesa
(Greg H)
sexta-feira, dezembro 12
terça-feira, setembro 23
Para uma Menina com uma Flor
"Para uma Menina com uma Flor. Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado. E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo. E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro. E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, 'Minha namorada', a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois. E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor."
Vinicius de Moraes.
