Não sou de sair gritando por aí, embora minha alma quisesse vez ou outra expandir ao máximo a agonia de ser tudo e não saber de nada. Não sou de reviravoltas inesperadas, mas tenho horror à estabilidade do comodismo. Gosto do surpreendente. Do entorpecente. Do amor que de tão forte chega a machucar. Almejo o quase impossível. Sonho com o mundo do outro lado da rua. Sinto saudades antecipadas e tardias do chão que piso, tão íntimo, tão meu.
Guardo um coração que depois de tanta risada, começou a chorar. Bem de leve, discretamente, aos poucos se derrete em mil, em um, em nada. Tenho a estagnação do mundo num bolso, um par de asas na mão. Só não aprendi ainda a voar.
Tenho pavor da rotina. Sei que quanto mais naturais são as coisas que fazemos, quanto mais seguimos um determinado ritmo, chegamos mais perto do ponto da vida que ficamos cara a cara com o enjôo e o desespero. Tenho medo antecipado. Muito.
Se nunca tive curvas na vida e por isso não pude aprender a ser eu, não tenho culpa. Preocupo-me diariamente em parar de perseguir minha sombra. Calar os meus botões. Não perder de vez minhas lágrimas.
não briga não, não assusta. só me deixa ter meu medo sozinha. em paz (?)
segunda-feira, fevereiro 21
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