Eu confesso que preciso de mais tempo. Preciso que o mundo pare. Pare para eu poder encontrar-me dentre tantas coisas, tantos acontecimentos. Preciso de um pouco de ar fresco. Para que as idéias clareiam com mais facilidade, para que eu possa me entender.
Se hoje me perguntarem como estarei daqui a dez anos, eu direi: “não sei”. É tudo tão incerto, nada é preciso. E eu preciso de mais segurança. Preciso lavar minha cara com água fria e acordar de certos sonhos loucos. Eu penso e penso, eu viajo nos meus pensamentos. Minha mente pira às vezes e eu não saio do lugar. Mas pare, por favor, pare para eu respirar. Mesmo que eu grite, berre, resmungue, me esgace, mesmo assim, ninguém me escutará, porque sou apenas mais uma num mundo com milhões de pessoas. Mas pare, por favor, eu quero ser notada, quero ser importante. Quero fazer a diferença. É nas palavras que me encontro, é nas entre linhas que me defino, é nas frases mal feitas muitas vezes onde encontro conforto e compreensão. Eu escrevo e escrevo, mas nada muda. Eu gosto sabe? Gosto da sensação de saber que alguém vai ler essas minhas idéias malucas, meus desejos, delírios, minha falta de compreensão, meu romantismo, minha ignorância em certos assuntos, minha inteligência em outros. Mas preciso parar de tentar me entender, e ao mesmo tempo entender que nada é certo e que vivemos num mundo cheio de coisas boas e ruins. Onde todos são apenas mais um.
sexta-feira, junho 1
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