quinta-feira, junho 11

sobre sorte, azar, vontades, coração..

Sorte de hoje: Evite tomar decisões precipitadas.
Tarde demais. eu ja falei o que nao devia, ja li o que nao queria e agora vou escrever aqui o que deveria estar engolindo a seco. a verdade é que nao sei o que sinto agora. se o coração apenas falasse mais alto que a razao, tudo bem. mas ele nao fala, ele grita. antes ele pedia, era jeitoso. depois começou a implorar, agora grita desesperadamente. isso confunde a cabeça de qualquer pessoa. e eu que nunca precisei de nada pra ser confusa, agora me perco. só consigo chegar a uma conclusao: nao quero mais que pessoas entrem na minha vida do nada. isso é um problema que eu nao estou preparada para resolver. entenda, isso nunca deu certo. se essas pessoas pelo menos me dessem algum tipo de garantia, tudo bem. mas nao, elas sempre entram e saem e depois elas voltam e saem e aparecem as vezes e saem e por ai vai, quando elas bem entendem. e eu - claro - aceito tudo. eu sempre aceito tudo. esse negócio de personalidade forte é muito relativo. agora é o momento que eu perco o sentido, que nao eu sentido faço. falando nisso, eu acho muito importante esse negocio de momento. acho tambem que se tivessemos tido mais momentos juntos, num intervalo de tempo nao tao grande, tudo teria sido melhor. a saudade nao deve chegar ao ponto de massacrar, de fazer o coração apertar. coração, de novo? sim, coração. esse mesmo coração que grita. e nao é de sofrimento que eu to falando, eu nao sofro. só falo das vontades. elas sim sofrem. e nao me venha com esse papo de que vontades passam, as minha nao. elas continuam sendo as mesmas ha seis meses. e elas aumentam com o tempo, e elas se intensificam com o tempo, e elas nao se conformam com o tempo. essas mesmas vontades me fazem estar às 3:30 da madrugada na frente de um computador escrevendo pra alguem que eu sei que nao vai ler nada disso. pura ironia, eu sei. mas é assim e nao precisa fazer sentido. e é assim e - repito - nao é sofrimento, é vontade.

quarta-feira, junho 10

Sobre razão

Ser mais coração que razão pela primeira vez vem dando certo. poder sentir essa leveza nao tem preço. pela primeira vez consegui descer dos meus pedestais imaginários . essas ironias desse destino nao poderiam me fazer ter mais certeza do quanto eu mereço ser feliz. ver que as palavras que outrora me faziam perder o sentido em ser agora nao me sensibilizam mais, me faz ver que apesar dos vestígios de um amor podre, eu posso e devo me regenerar. regenerar, sim. regenerar e amar. amar pelo provavel, pelo improvavel, pelo que provavelmente é e pelo que provavelmente tornar-se-á improvável. cada dia mais e com mais boniteza. e tudo isso sem medo. sem culpa. sem revés.
o efêmero não vai me mover novamente. nunca mais.

terça-feira, junho 9

sobre quase desapego

"Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?...Não há porque chorar por um amor que já morreu,Deixa pra lá, eu vou, adeus.Meu coração já se cansou de falsidade."

-eu odeio todas as vezes que seus olhos verde-oliva voltam como se fossem um fantasma não morto, e odeio mais ainda todas as vezes que eles são abduzidos sem se quer dar explicações. odeio o fato de você não dar mais "um jeito" para resolver tudo. odeio quando me deixas aqui como se o ontem não tivesse existido e o hoje não fosse mais para nós. você sabe, nada volta a ser como antes, o encanto se quebrou e juntar seus restos/cinzas/cacos não são para mim, não consigo viver de restos.
P.S. espero que arranjes alguém que seja tão boa arremessadora de garrafas de cerveja quanto eu, o que eu acho muito difícil de acontecer. Chegou minha hora de ser abduzida (é hora de morfaaaaaaaar).

Sobre Dane-ses

E dane-se você e essa fraqueza que escoa de mim. Dane-se essa sinceridade de mentiras, essa liberdade que prende. dane-se. E pera lá, você vale tudo isso? E dane-se novamente, porque você vale. Porque você é lindo, você é lindo e me protege quando abraça. E eu esqueço das sirenes que vivem passando lá fora e das buzinas e da faculdade e dos amigos e eu esqueço a vida por você. E você merece. Merece loucamente, numa loucura que dói. E puxar o freio seria o fim.

domingo, junho 7

O pouco do POUCO é efêmoro

E o que é isso se não efêmero? Tem em todo lugar, a toda hora, e com qualquer pessoa. Eu não preciso de qualquer pessoa, não mesmo. Não preciso de alguém que precise de mim, mas que faça parte de mim, que seja um pedaço de mim. Talvez agora eu tenha coragem de correr na chuva de mãos dadas e por fim, sorrir. O que fode é esse efêmero. Passa tão rápido, na mesma velocidade e tempo que meus olhos piscam, no mesmo tempo que meu sorriso desapareceria debaixo da chuva, só me restaria uns pingos escorrendo pelo rosto e a mão de um qualquer segurando a minha. Repito, eu não preciso de um qualquer, preciso de qualquer coisa que seja bastante, que tenha intensidade, que me faça sentir viva, que transborde muito, muito mais que uma fração de milímetros de uma cabeça de um alfinete.Nós dois estávamos enganados; eu por achar que você me daria muito, e você por achar que eu precisaria de tão pouco! "Tem no mercado, é só pedir!...". E como você adivinharia que uma pessoa tão pequena como eu precisaria de tão...muito, não é mesmo? Por fim, acho que também preciso de alguém que saiba, alguém que doasse muito, que sem querer fizesse parte de uma metade de mim, e tudo isso só por estarmos distraídos.