domingo, maio 3

Sobre amar

amo quando não consigo organizar as coisas na minha cabeça de tanta vontade de contar tudo e quando fico rindo abobalhada das tuas piadas.

odeio não encontrar teu status verdinho no msn e quando não piscas laranjinha na minha tela.

amo todas vezes que faço parte dos teus planos.

odeio quando quero falar contigo mais não tenho como e passo todos os segundos seguintes numa angústia imensurável.

amo teu eterno bom humor me impedindo de ficar triste se assim eu quiser estar, a tua risada contagiante e a tua capacidade de me deixar sem graça.

odeio perceber que estou monologando e as tuas palavras engolidas.

amo teu jeito de me tratar tão bem, tirando qualquer argumento que eu possa ter pra brigar contigo.

odeio que minhas palavras confessadas, minhas músicas "amor demais" e as minhas novidades não sejam novidades pra ti.

amo a paz que me transmites num abraço.

odeio o desassossego que tua ausência me causa.

amo sentir arrepios na espinha quando lembro dos nossos momentos, deixar escapar um sorriso leve e natural quando leio teu nome em qualquer lugar, esquecer da vida quando escuto tua voz.

odeio ficar triste quando sinto tua falta e quando não consigo escrever sobre outra coisa.

amo quando falo contigo logo de manhã ou recebo uma mensagem tua e tudo ganha uma boniteza singular.

odeio saber que nunca vou ter coragem de te mostrar ou falar isso, assim como tantas outras coisas que tenho escrito por aí.

amo tuas subjetividades e lembrar de ti sempre (sempre e sempre) que ouço uma música nova.
odeio ter que assistir aos filmes sozinhas.

amo pensar em ti durante todo o dia e ainda acordar de madrugada com o teu cheiro entranhado na minha memória.

amo todos os teus carinhos. todos. de todos os tipos. e sempre.

amo todos os nossos reencontros e as borboletas na barriga que ainda me fazes sentir.

odeio estar geograficamente tão distante.

e, acima de tudo, amo ter tantas coisas bonitonas para amar em ti.