quarta-feira, setembro 19

Sobre mim

Espantosamente, hoje eu sei sobre o que escrever.Afinal é meu aniversário.E por isso eu acordei um tanto quanto egocêntrica e não vejo razão em escrever sobre qualquer coisa que não seja eu. Então, aqui vamos nós... Melhor dizendo, aqui vou EU:
Oi, eu sou a Giselle. Giselle Hostert. Com dois “LL” que até hoje não descobri qual a diferença de um “L” ou dois “LL” no meu nome. Aliás, para mim não faz diferença.
Nasci na cidade de Blumenau, mês de Setembro, uma virginiana digna – muitas vezes indecifrável.Se tem uma coisa que vocês tem que saber é que sou extremamente sincera. Nunca fui à Disney por isso sou diferente de você. Eu minto minha idade (mas só isso). Mulher tímida eu acho brega. Sou tímida. Minha simpatia depende sempre do meu interesse. Tenho preguiça por isso durmo nos feriados. Sonho demais. Sou viciada em Trident, livros, música, café e cinema. Gosto de palavras, parênteses e vírgulas. Gosto de escrever e vou ser a melhor redatora. Gosto e sempre gostei das coisas abertas, francas, do coração exposto, da verdade acontecendo com intensidade, de mergulhar no máximo das profundezas. Gosto de ter cabelo claro, personalidade forte, jeito diferente, nariz pequeno e até mesmo desse escudo natural que tenta me fazer parecer inquebrável, não nego. Mas a verdade é que eu sempre fui o melhor vaso da estante, aquele que quebra mais facilmente. Eu sou inconstante (por muito pouco eu não falo em bipolaridade), dependente, pedante e insegura. O calafrio vagabundo do risco de perder tudo me interessa e me assombra ao mesmo tempo. Minha memória é absolutamente fiel. Sempre estou no meio de algo muito desorganizado. Bagunço muito as coisas. Depois coloco em ordem. Minha indisciplina é infinita. Sou um tanto distraída, mas observo tudo que acontece ao meu redor. Não tenho vergonha das minhas (muitas) manias. Tenho uma estranha impressão de que o tédio não deve ser punido, mas lentamente apreciado. Não me obrigo a encontrar meios de matá-lo (como geralmente acontece entre pessoas ociosas). Conto cada interminável segundo em branco, até que estes resolvem partir. Porque me sinto confortável no silêncio, no vazio e na inércia mental, enquanto os outros se sentem aflitos (os outros os que não amam as coisas simples). Sou desajeitada e não sei cruzar as pernas de forma desafiadora. Não sei andar de salto agulha. Estalo os dedos quando não sei o que fazer com as mãos. Adoro minha descendência alemã. Eu rio alto, falo alto, enfatizo demais, sinto demais, como demais. A minha saudade nem sempre tem motivo, mas é sempre uma presença garantida dentro de mim. Não faço questão de ser feliz o tempo inteiro, prefiro ser intensa. Preciso chorar no cinema periodicamente. Preciso de chacoalhões periódicos. Preciso de todos (por isso grito e me exponho cruelmente). Preciso desvendar e ser desvendada. Preciso sentir. Preciso de música para respirar. Preciso ler muito mais. Preciso ler menos poesia. Quero ter uma biblioteca um dia. E até escrever um livro. Sou antiquada. Acredito nos relacionamentos não convencionais. No amor incondicional. Tenho muito medo de morrer. Oi, eu sou a Giselle, tenho ficado mais tolerante na medida em que os outros me deixam mais irritada. Mas tudo bem, não se assuste, pois isso tudo é só pra falar que este texto é um exercício de transmitir tudo sem pensar no receptor. Logo, se soar sem sentido, não ligo. Se soar prepotente, ligo menos ainda. E se soar demais, sorria. (G.H).

Um comentário:

A. C. O'Rahilly disse...

Uma mulher complexa. Muito bonita também. Eloquent. Honesto. Eu penso de você necessidade dançar. Sim, especial sozinho, oh, recue um.

Tchau,
Andrew