Eu a vi. Ali do outro lado da rua, onde milhares de pessoas passam todas despercebidas. Parecia desnorteada, perdida dentre aqueles prédios e carros, toda aquela poluição a possuía de forma infindável. Seu semblante sem expressão alguma, apenas seu olhar enaltecia dor. Ela enxergava apenas o cinza. Eu não ouvia seus passos. Era como se ela não existe nela.
Parei em sua frente e a olhei com tal profundidade que senti sua alma e apenas isso. Tamanha a sensibilidade que nela existia.
Naquele momento ela olhou para mim e disse:
- eu não posso deixá-lo se perder de mim neste lugar estranho, com pessoas estranhas.
Foi ai que eu a entendi. Ela estava à procura daquela sua metade. A metade que a abandonou fazia dois meses.
Coloquei minhas mãos em seus ombros, não a sentia e disse:
- Volte para este mundo. Olhe a beleza que existe a sua volta, as cores, o céu, a natureza. Não deixe a raiva, a magoa te possuir, volte, volte...! Eu estou aqui e posso te ajudar, mas primeiro você precisa se ajudar.
E então escutei as batidas de seu coração. A respiração.
Parei em sua frente e a olhei com tal profundidade que senti sua alma e apenas isso. Tamanha a sensibilidade que nela existia.
Naquele momento ela olhou para mim e disse:
- eu não posso deixá-lo se perder de mim neste lugar estranho, com pessoas estranhas.
Foi ai que eu a entendi. Ela estava à procura daquela sua metade. A metade que a abandonou fazia dois meses.
Coloquei minhas mãos em seus ombros, não a sentia e disse:
- Volte para este mundo. Olhe a beleza que existe a sua volta, as cores, o céu, a natureza. Não deixe a raiva, a magoa te possuir, volte, volte...! Eu estou aqui e posso te ajudar, mas primeiro você precisa se ajudar.
E então escutei as batidas de seu coração. A respiração.
Ela só queria ser percebida neste mundo de mentiras e egoísmo.

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