A realidade é um bêbado jogado no chão, até que alguém me prove o contrário. É minha unha que descascou. É meu cabelo desbotado. É um livro que nunca terminei de ler. É o barulho [insuportável] do telefone quando está descarregado.
A realidade irrita. Irrita porque está ali na sua cara e muitas vezes você não quer ver ou vê coisas que não condizem com a sua concepção de realidade. Porque querendo ou não, a realidade é carne nua ,crua, dura.
Tem dias que eu visto minha fantasia de otária. Um kit composto de um sorriso de largura 7 cm e um olhar como se alguém tivesse jogado um tubinho de purpurina em você. Aquela coisa meio... ãmn.. Hiperbolicamente brilhante. E quer saber? É uma merda. Dá vontade de mandar meia dúzia de gente tomar no cú e correr pra casa chorando, se trancar no quarto pra tomar um Nescau e jogar Nintendo até ficar vesga.
Isso de escolher qual cara eu vou vestir hoje ferra com tudo.
As pessoas aqui fedem. Mas não é um mau cheiro físico, é a alma podre e envenenada. Convivo, todos os dias, com seres que moram em um mundo onde aparentemente não se vende desodorante.
Minha sobrancelha está mal feita hoje.
Eu confesso que não é exatamente a realidade que eu esperava encontrar. [A realidade que eu quero está longe, bem longe.] Talvez isso mude. Talvez você entre na minha vida sem tocar a campainha e me seqüestre de uma vez. Talvez você pule esses três ou quatro muros que nos separam e segure a minha mão, assim, ofegante, pra nunca mais soltar. Talvez você ainda possa pular no rio e me salvar.
Ou talvez, sei lá, eu só precise de férias, um porre e um grande amor. Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de bebida e virou apenas mais uma utopia.
A realidade irrita. Irrita porque está ali na sua cara e muitas vezes você não quer ver ou vê coisas que não condizem com a sua concepção de realidade. Porque querendo ou não, a realidade é carne nua ,crua, dura.
Tem dias que eu visto minha fantasia de otária. Um kit composto de um sorriso de largura 7 cm e um olhar como se alguém tivesse jogado um tubinho de purpurina em você. Aquela coisa meio... ãmn.. Hiperbolicamente brilhante. E quer saber? É uma merda. Dá vontade de mandar meia dúzia de gente tomar no cú e correr pra casa chorando, se trancar no quarto pra tomar um Nescau e jogar Nintendo até ficar vesga.
Isso de escolher qual cara eu vou vestir hoje ferra com tudo.
As pessoas aqui fedem. Mas não é um mau cheiro físico, é a alma podre e envenenada. Convivo, todos os dias, com seres que moram em um mundo onde aparentemente não se vende desodorante.
Minha sobrancelha está mal feita hoje.
Eu confesso que não é exatamente a realidade que eu esperava encontrar. [A realidade que eu quero está longe, bem longe.] Talvez isso mude. Talvez você entre na minha vida sem tocar a campainha e me seqüestre de uma vez. Talvez você pule esses três ou quatro muros que nos separam e segure a minha mão, assim, ofegante, pra nunca mais soltar. Talvez você ainda possa pular no rio e me salvar.
Ou talvez, sei lá, eu só precise de férias, um porre e um grande amor. Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de bebida e virou apenas mais uma utopia.

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