Eu, sucumbida na inércia de um mundo aparente.
Eu, em meio às verdades e mentiras.
Eu, vivendo de pão e água.
Eu, alienada pelas muitas crendices.
Eu, e os prédios gigantescos de uma cidade infeliz.
Eu, e o bem e mal, de um lado só.
Eu, e a noite esquecida pela minha mente.
Eu, quebrando todos os paradigmas dentro de minha casa.
Eu, em volta de uma árvore com frutos proibidos.
Eu, perdendo as palavras ao vento.
Eu, e os muitos livros inacabados, frases sem nexo e as poesias sem coesão.
Eu, mentindo para mim mesma.
Eu, longe de você e sem alegria de viver.
Eu, e minhas sete vidas. Eu, e os dias nublados, trancada dentro de casa.
Eu, e os muitos “sorrisos amarelos” recebidos na rua.
Eu, e o romantismo infindável.
Eu, e a esperança ininterrupta de um ser humano melhor.
Eu, e um súbito sonho, inatingível.
Eu, e meu desejo ardente de mudar as pessoas apenas com palavras.
by GI

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